Contratação
Como escolher quem vai fazer o site da sua empresa: 12 perguntas
A maioria das empresas que nos procura já teve uma experiência ruim antes. Quase sempre, o problema estava visível na proposta — só não havia como saber o que perguntar.
Este é um checklist para você usar com qualquer fornecedor, inclusive conosco. Ele não pergunta se a pessoa é boa — todo mundo diz que é. Ele pergunta coisas cuja resposta é verificável e cujo silêncio já diz muito.
Sobre propriedade: você é dono do que pagou?
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O domínio fica registrado no nome de quem?
Tem que ser no seu, ou no CNPJ da sua empresa. Domínio no nome do fornecedor é a amarra mais comum e a mais cara de desfazer: você não consegue levar o endereço embora, e recuperar depois costuma custar mais que o projeto.
- 2
Eu recebo o código-fonte se pedir?
A resposta não precisa ser “entregamos automaticamente”, mas precisa ser “sim, se você pedir”. Um “não” aqui significa que sair um dia é começar do zero.
- 3
Meus dados são exportáveis?
Vale principalmente para sistema, loja e área de cliente. Se os dados dos seus clientes só existem dentro da ferramenta do fornecedor e não saem de lá, o negócio não é seu.
- 4
Existe mensalidade obrigatória? O que acontece se eu parar?
Se parar de pagar significa o site sair do ar, você não comprou um site: alugou. Isso pode ser aceitável, desde que você saiba disso antes e não depois.
Sobre escopo: o que exatamente você vai receber?
- 1
Quantos layouts diferentes serão desenhados?
É a pergunta que revela o tamanho real do projeto. “Site de dez páginas” pode significar dez desenhos ou um desenho repetido dez vezes — e a diferença de trabalho é enorme.
- 2
Quantas rodadas de alteração estão incluídas?
Duas ou três é o normal. “Ilimitadas” costuma ser promessa que ninguém cumpre; “não especificado” vira discussão no meio do projeto.
- 3
Quem escreve os textos e de onde vêm as imagens?
Se a resposta for “você manda”, some isso ao seu tempo e ao seu custo. Se for “nós escrevemos”, pergunte se está no valor apresentado.
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Eu consigo editar o conteúdo sozinho depois?
Peça para ver o painel antes de fechar, nem que seja em vídeo. Já vimos “painel simples” que exigia conhecimento técnico para trocar um telefone.
Sobre prazo e o que vem depois
- 1
Qual a data de entrega, por escrito?
Prazo em conversa não é prazo. E pergunte o que acontece se atrasar: fornecedor sério assume alguma consequência, nem que seja avisar com antecedência e não cobrar pelo atraso.
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O que está incluído depois da publicação?
Trinta dias de suporte é um padrão razoável. Mais importante: o que é considerado correção (deve ser sem custo) e o que é considerado funcionalidade nova (aí é justo cobrar).
- 3
Com quem eu falo durante o projeto?
Falar direto com quem executa é mais rápido e evita informação distorcida. Se houver camada comercial no meio, ao menos saiba quem responde e em quanto tempo.
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O que acontece se eu quiser mudar de fornecedor daqui a dois anos?
A reação a essa pergunta diz mais que a resposta. Quem trabalha bem responde com naturalidade; quem depende de amarrar cliente costuma se incomodar.
Promessas que deveriam acender a luz amarela
| Se ouvir isso | O problema |
|---|---|
| “Garantimos primeira página no Google” | Ninguém controla o ranqueamento. O próprio Google diz que não vende posição. |
| “Site pronto em 48 horas” | É modelo trocado de texto. Pode servir, mas você deveria saber que é isso que está comprando. |
| “Fazemos tudo: site, tráfego, vídeo, social e assessoria” | Equipe pequena que promete tudo entrega tudo mediano. Equipe grande que promete tudo cobra por isso. |
| “Depois a gente acerta esse detalhe” | Detalhe não acertado antes vira custo ou discussão depois. Peça por escrito agora. |
| Orçamento sem escopo escrito | Sem escopo não existe comparação justa nem base para cobrar entrega. |
Como verificar por conta própria
- Abra dois ou três sites do portfólio no seu celular. Se abrirem devagar ou tortos, é o que você vai receber.
- Rode o endereço de um projeto deles no PageSpeed Insights, aba de celular. É gratuito e leva um minuto.
- Procure a empresa no Google. Quem vende presença digital e não é encontrada diz muito sobre o serviço.
- Peça o contato de um cliente antigo, não de um recente. A pergunta útil é como foi o suporte seis meses depois.
- Confira se a empresa tem CNPJ e emite nota. Acordo informal por mensagem não dá respaldo nenhum.
- Veja se o portfólio distingue projeto de cliente real de peça conceitual. Misturar os dois sem avisar é sinal ruim.
Fontes
Cada afirmação com número neste artigo pode ser conferida na fonte original. Os links abaixo levam ao estudo, não a um resumo.
FAQ
Perguntas frequentes sobre o assunto
Cada formato tem um ponto forte. Agência grande tem estrutura para muitos serviços ao mesmo tempo e cobra por isso. Freelancer costuma custar menos e concentra o risco numa pessoa só — se ela sumir, o projeto some junto. Equipe pequena fica no meio: acesso direto a quem executa, com mais de uma pessoa envolvida. O que importa mais que o formato é o checklist acima.
Peça a três fornecedores o mesmo escopo escrito. Se os valores forem muito diferentes, quase sempre o escopo entendido foi diferente — pergunte o que cada um incluiu. Preço só é comparável quando a coisa comparada é a mesma.
Não é o usual e não é recomendável. O padrão é dividir em uma entrada e um saldo na entrega, às vezes com uma parcela intermediária na aprovação do desenho. Pagamento total antecipado tira o seu único instrumento de cobrança.
Sim, e não precisa ser complexo. Escopo, prazo, valor, forma de pagamento, quantas revisões e a quem pertence o resultado. Uma página resolve. Sem isso, qualquer divergência vira palavra contra palavra.