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Como escolher quem vai fazer o site da sua empresa: 12 perguntas

A maioria das empresas que nos procura já teve uma experiência ruim antes. Quase sempre, o problema estava visível na proposta — só não havia como saber o que perguntar.

Por Stack Labs 9 min de leitura

Este é um checklist para você usar com qualquer fornecedor, inclusive conosco. Ele não pergunta se a pessoa é boa — todo mundo diz que é. Ele pergunta coisas cuja resposta é verificável e cujo silêncio já diz muito.

Sobre propriedade: você é dono do que pagou?

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    O domínio fica registrado no nome de quem?

    Tem que ser no seu, ou no CNPJ da sua empresa. Domínio no nome do fornecedor é a amarra mais comum e a mais cara de desfazer: você não consegue levar o endereço embora, e recuperar depois costuma custar mais que o projeto.

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    Eu recebo o código-fonte se pedir?

    A resposta não precisa ser “entregamos automaticamente”, mas precisa ser “sim, se você pedir”. Um “não” aqui significa que sair um dia é começar do zero.

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    Meus dados são exportáveis?

    Vale principalmente para sistema, loja e área de cliente. Se os dados dos seus clientes só existem dentro da ferramenta do fornecedor e não saem de lá, o negócio não é seu.

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    Existe mensalidade obrigatória? O que acontece se eu parar?

    Se parar de pagar significa o site sair do ar, você não comprou um site: alugou. Isso pode ser aceitável, desde que você saiba disso antes e não depois.

Sobre escopo: o que exatamente você vai receber?

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    Quantos layouts diferentes serão desenhados?

    É a pergunta que revela o tamanho real do projeto. “Site de dez páginas” pode significar dez desenhos ou um desenho repetido dez vezes — e a diferença de trabalho é enorme.

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    Quantas rodadas de alteração estão incluídas?

    Duas ou três é o normal. “Ilimitadas” costuma ser promessa que ninguém cumpre; “não especificado” vira discussão no meio do projeto.

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    Quem escreve os textos e de onde vêm as imagens?

    Se a resposta for “você manda”, some isso ao seu tempo e ao seu custo. Se for “nós escrevemos”, pergunte se está no valor apresentado.

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    Eu consigo editar o conteúdo sozinho depois?

    Peça para ver o painel antes de fechar, nem que seja em vídeo. Já vimos “painel simples” que exigia conhecimento técnico para trocar um telefone.

Sobre prazo e o que vem depois

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    Qual a data de entrega, por escrito?

    Prazo em conversa não é prazo. E pergunte o que acontece se atrasar: fornecedor sério assume alguma consequência, nem que seja avisar com antecedência e não cobrar pelo atraso.

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    O que está incluído depois da publicação?

    Trinta dias de suporte é um padrão razoável. Mais importante: o que é considerado correção (deve ser sem custo) e o que é considerado funcionalidade nova (aí é justo cobrar).

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    Com quem eu falo durante o projeto?

    Falar direto com quem executa é mais rápido e evita informação distorcida. Se houver camada comercial no meio, ao menos saiba quem responde e em quanto tempo.

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    O que acontece se eu quiser mudar de fornecedor daqui a dois anos?

    A reação a essa pergunta diz mais que a resposta. Quem trabalha bem responde com naturalidade; quem depende de amarrar cliente costuma se incomodar.

Promessas que deveriam acender a luz amarela

Se ouvir issoO problema
“Garantimos primeira página no Google”Ninguém controla o ranqueamento. O próprio Google diz que não vende posição.
“Site pronto em 48 horas”É modelo trocado de texto. Pode servir, mas você deveria saber que é isso que está comprando.
“Fazemos tudo: site, tráfego, vídeo, social e assessoria”Equipe pequena que promete tudo entrega tudo mediano. Equipe grande que promete tudo cobra por isso.
“Depois a gente acerta esse detalhe”Detalhe não acertado antes vira custo ou discussão depois. Peça por escrito agora.
Orçamento sem escopo escritoSem escopo não existe comparação justa nem base para cobrar entrega.

Como verificar por conta própria

  • Abra dois ou três sites do portfólio no seu celular. Se abrirem devagar ou tortos, é o que você vai receber.
  • Rode o endereço de um projeto deles no PageSpeed Insights, aba de celular. É gratuito e leva um minuto.
  • Procure a empresa no Google. Quem vende presença digital e não é encontrada diz muito sobre o serviço.
  • Peça o contato de um cliente antigo, não de um recente. A pergunta útil é como foi o suporte seis meses depois.
  • Confira se a empresa tem CNPJ e emite nota. Acordo informal por mensagem não dá respaldo nenhum.
  • Veja se o portfólio distingue projeto de cliente real de peça conceitual. Misturar os dois sem avisar é sinal ruim.

Fontes

Cada afirmação com número neste artigo pode ser conferida na fonte original. Os links abaixo levam ao estudo, não a um resumo.

FAQ

Perguntas frequentes sobre o assunto

Cada formato tem um ponto forte. Agência grande tem estrutura para muitos serviços ao mesmo tempo e cobra por isso. Freelancer costuma custar menos e concentra o risco numa pessoa só — se ela sumir, o projeto some junto. Equipe pequena fica no meio: acesso direto a quem executa, com mais de uma pessoa envolvida. O que importa mais que o formato é o checklist acima.

Peça a três fornecedores o mesmo escopo escrito. Se os valores forem muito diferentes, quase sempre o escopo entendido foi diferente — pergunte o que cada um incluiu. Preço só é comparável quando a coisa comparada é a mesma.

Não é o usual e não é recomendável. O padrão é dividir em uma entrada e um saldo na entrega, às vezes com uma parcela intermediária na aprovação do desenho. Pagamento total antecipado tira o seu único instrumento de cobrança.

Sim, e não precisa ser complexo. Escopo, prazo, valor, forma de pagamento, quantas revisões e a quem pertence o resultado. Uma página resolve. Sem isso, qualquer divergência vira palavra contra palavra.

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